**Uma sequela escusada e muito mais fraca do que o filme original.**
Pensei que este filme iria ser uma continuação minimamente digna do seu antecessor, no entanto, tive a desilusão de ver que não é assim. Não tenho a certeza dos motivos, mas eu acredito que o facto de Robert Zemeckis ter cedido o seu lugar a Lewis Teague teve muita relação com a quebra de qualidade do filme em comparação com “Romancing the Stone”. É como se diz habitualmente, as sequelas não costumam ser tão boas quanto o primeiro filme.
Desta vez, encontramos o casal que deixamos no filme inicial à beira da separação devido a conflitos de personalidade. É neste contexto que Joan é contratada por um egípcio para escrever a biografia dele, o que vai ao encontro dos desejos da jovem escritora, ansiosa por fazer algo mais concreto e significativo com o seu talento. Acontece que este homem misterioso é, na verdade, uma espécie de tiranete árabe à moda de Saddam Hussein, e está a usurpar o poder após aprisionar nos calabouços do seu palácio um homem cheio de dons espirituais não especificados.
O maior problema do filme, para mim, é o argumento escrito. A história simplesmente é um arremedo de absurdos que não faz grande sentido. Principalmente aquela história toda de aquele homem franzino ser a tal Jóia do Nilo. Eu simplesmente não engoli essa! Claro, e senti falta do rio Nilo, que não aparece uma única vez, nem em paisagem! O filme foi filmado em Marrocos, tanto quanto eu pude reconhecer, mas foi preguiça não colocarem pelo menos algumas imagens do Egipto. O deserto não foi suficiente para ambientar este filme no local onde supostamente tudo deve acontecer.
A nível técnico, o filme também é bastante mais coxo do que o seu predecessor. O talento do director é muito mais questionável, a cinematografia não apresenta novidades nem os dotes da banda sonora foram aproveitados na sua inteireza. A edição, por sua vez, parece deficiente, com o filme a sentir-se mais longo e pesado do que deveria, principalmente se estamos a falar de um filme de aventuras. Quanto aos actores… eles continuam bem, mas parecem cansados, o material parece gasto, os diálogos são menos interessantes e o humor é muito mais parvo do que no primeiro filme. Michael Douglas tem muito mais espaço e tempo neste filme (talvez por ele ter sido um dos produtores?), e Kathleen Turner perdeu a sua sensibilidade e fragilidade, adoptando uma postura de heroína de telenovela. Danny DeVito, infelizmente, limita-se a ser ele mesmo, sem grandes acrescentos.