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ACERVO · Filme · 2011

A Árvore da Vida

The Tree of Life

O filme "A árvore da vida", do diretor americano Terrence Malick, levou a Palma de Ouro, o principal prêmio de Festival de Cinema de Cannes A relação entre pai e filho numa família comum, inserida num contexto maior da história humana, desde o Big Bang até o fim dos tempos.

Fonte: TMDB
* 6.7 (3,350)DramaFantasiaEstados Unidos
Trilha sonora
YouTubeGoogle
Diretores
Terrence Malick
Paises
Estados Unidos
Estudios
River Road Entertainment
Duração
139 min
Classificação etária
10 anos
ViolênciaConteúdo SexualLinguagem Imprópria
Lancamento
17/05/2011
Pontuacao
6.7 / 10 (3,350)
Onde assistir
Streaming
Telecine Amazon ChannelTelecine Amazon Channel
Com anuncios
Pluto TVPluto TVRuntimeRuntime
Elenco
Brad Pitt
Brad Pitt
Mr. O'Brien
Jessica Chastain
Jessica Chastain
Mrs. O'Brien
Hunter McCracken
Hunter McCracken
Young Jack
Sean Penn
Sean Penn
Jack
Fiona Shaw
Fiona Shaw
Grandmother
Tye Sheridan
Tye Sheridan
Steve
?
Laramie Eppler
R.L.
Will Wallace
Will Wallace
Architect
Nicolas Gonda
Nicolas Gonda
Mr. Reynolds
?
Jessica Fuselier
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 4.0 / 10
**Visualmente grandioso e feito com verdadeira mestria técnica e artística, é um filme com temas difíceis e indigestos, que assustará o público com a sua lentidão e ambiente cansativo.** Há filmes feitos para alguns públicos e não para a maioria das pessoas, o público geral. Este filme é um deles: sendo aquilo que é, nem sequer tenta captar a nossa simpatia ou atenção. O filme desembaraçou-se muito bem no circuito dos festivais e chegou a arrecadar a Palma de Ouro do Festival de Cannes, além de que foi aclamado pelos críticos e intelectuais. Porém, não foi entendido por quase ninguém além deles, parece extremamente críptico na sua mensagem e roteiro, e não conseguiu agradar ao público de massas: a prova está no facto de ter recebido três nomeações aos Óscares sem, todavia, ganhar nenhum, e nem sequer ter sido considerado pelos Globos ou BAFTA. O filme gira em torno de uma família texana, de classe média, entre a actualidade e os anos 50, e concentra-se particularmente na figura de Jack, o filho do casal. O filme mostra como ele vive a sua infância, a relação desigual que mantém com os seus pais (uma mãe mais tolerante e boa, e um pai mais autoritário e desiludido com a própria vida) e a forma como ambos, cada um à sua maneira, o tentam preparar e educar. Pelo meio, observamos a maneira como eles reagem à morte de um dos membros mais jovens da família. O filme procura relacionar isso tudo com a busca de um sentido para a vida humana, mostrando-nos imagens da história do planeta, e outras que nos remetem a vários significados espirituais e metafísicos. Conseguimos, mesmo, ter acesso a orações e pensamentos das personagens. Tudo isto é muito bonito e interessante, e eu até gostei das personagens porque são credíveis, genuínas, bem construídas, com uma psicologia rica e conseguem captar a simpatia do público. O problema é que esse público pode não suportar sequer a primeira meia hora de filme! Quando o cinema aborda temas de cariz filosófico e espiritual, tende a fazer filmes muito meditativos e lentos, que se arrastam e parecem mais pesados do que seria desejável. E este filme nem sequer tentou fugir a isso e fazer algo minimamente palatável. E como se isto não fosse suficiente, o director Terrence Malick decide usar uma narrativa não linear que nos confunde mais ainda! No geral, o elenco fez um trabalho muito bom, dentro daquilo que lhe era pedido: Brad Pitt é um actor de peso, que arrasta fãs para o cinema por si mesmo. Ele parece bastante maduro e envelhecido nalgumas cenas, mas eu penso que a personagem lhe exigia isso, como se passasse para fora, visualmente, o quão velha e cansada do mundo a personagem se sentia. Sean Penn é igualmente bom naquilo que faz, ainda que o actor não pareça consciente do que está mesmo a fazer! O jovem Hunter McCracken, nesse ponto, conseguiu desembaraçar-se igualmente bem e com mais sentido de orientação e foco. Por sua vez, Jessica Chastain está deslumbrante, sendo que a beleza visual e os figurinos foram particularmente simpáticos com ela. A nível técnico, o filme merece realmente ser apontado como um dos mais significativos do ano de 2011, bastando para isso a qualidade visual e estética. A cinematografia é uma das melhores e mais belamente executadas que eu vi em muito tempo, e isso torna-se ainda mais notável se considerarmos que o director Malick tentou restringir o uso de CGI e adoptar outros recursos visuais mais convencionais para atingir os mesmos resultados. Vimos algo semelhante em cenas de *O Último Capítulo*, filme que por várias vezes me veio à mente enquanto via este filme, seja pelo visual elaborado, seja pelo tema espiritual e metafísico. Também gostei dos cenários, figurinos e adereços, que souberam recriar com rigor o ambiente da classe média americana de 1950. A música e os efeitos de som também fazem um trabalho muito bom.
TMDB
Palavras-chave
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