**Não passou o teste do tempo.**
Este é um dos filmes que Robin Williams fez durante os anos Noventa e que não sobreviveu ao teste do tempo. O actor teve uma longa carreira, com dezenas de filmes, mas vários acabaram esquecidos. O filme não é mau mas na época foi um fracasso de bilheteira e as televisões e clubes de video acabaram por não apostar muito nele, o que contribuiu para que hoje seja um trabalho esquecido.
O roteiro é simples: quando uma adolescente foge de casa por causa de uma miúda, a mãe decide ligar para dois ex-namorados, pois que qualquer um deles pode ser o pai. Assim se cria uma confusão hilariante, na qual os dois pais em potencial decidem unir-se para ajudar o jovem rebelde, que está em sarilhos mas não quer a ajuda de ninguém.
O filme não é tão mau quanto muitos pessoas disseram. Há decididamente material de qualidade, bons momentos de humor e piadas situacionais em que Williams mostra o que vale. Ao lado dele está Billy Crystal, outro actor cómico de talento embora menos conhecido. A forma como ambos se relacionam, inicialmente tensa e depois colaborativa, é o núcleo do filme e dá origem a muitas situações cómicas. Nastassja Kinski e Julia Louis-Dreyfus também entram no filme, mas as personagens delas são de menor relevância e o filme não será particularmente notável para nenhuma delas. Charlie Hofheimer deu vida ao jovem fugitivo e é tão bom quanto poderia ser sem brilhar muito.
Vendo bem, eu entendo porque todos criticaram o filme. Não é brilhante ou faz rir à gargalhada. É uma comédia engraçada, sentimental, focada na transmissão de algumas ideias morais positivas sobre a família. Ver o filme sob este prisma melhora-o, mas nunca será um filme para mais de uma ou duas visualizações.